10/05/2018

Conta a lenda familiar que este foi um dos primeiros lugares para onde viajei, quando ainda estava no berço.  Depois disso, todo o ano passava ali os meses de férias de verão.

Se existe magia na infância creio que ali pude vivenciá-la, de alguma forma.

Guarani era uma pequena vila de casas de madeira na beira do mar. Sua população no verão consistia de umas cinco famílias de militares da aeronáutica e mais umas cinco casas de pessoas de minha família. Além disso, havia ainda umas dez casas de famílias variadas. Todas elas com muitas crianças. Não havia eletricidade, nem água encanada, nem mesmo estrada havia para chegar ali. Os carros vinham pela beira da praia.

No Inverno a população se reduzia a uma família, que fazia a zeladoria das outras casas.

Quando era criança, era muito tímida e me achava feia e inadequada.  Apesar de gostar muito de alguns amigos e amigas, era com facilidade que me sentia preterida e rejeitada. Então Guarani era como uma amiga que me recebia sem me julgar ou comp...

02/05/2018

Quais os princípios que orientam a construção da sociedade? A forma como construímos o mundo é reveladora de como nos posicionamos frente à realidade.

O ambiente que a humanidade vem construindo há séculos é revelador da forma como nós seres humanos nos posicionamos frente à natureza. O colapso dos recursos naturais denota um ambiente cultural afastado de uma relação de cuidado com outras formas de vida.

Já há algumas décadas ecologistas alertavam para a necessidade de mudança da perspectiva humana em relação ao ambiente natural. A primeira década do milênio trouxe este fato, evidente para os estudiosos, para as manchetes de jornais. As mudanças do clima, o aumento generalizado da violência, uma sociedade altamente tecnológica, mas que apesar dos avanços não se preocupa verdadeiramente em erradicar a miséria.

O valor que centraliza as ações do mundo civilizado está muito afastado do cuidado com a vida.  No último século, cada vez mais a sociedade se organiza em torno da produção e do cons...

23/04/2018

Ariadne acordou naquele dia com uma brisa suave entrando pela janela. O sol já havia despontado no horizonte e, como acontecia sempre nos últimos dias, ouvia-se o som abafado que parecia um choro vindo do subsolo.

Astérium... Ariadne lembrou com dó do estranho menino que sua mãe cuidava, com um misto de zelo e repúdio, mas que seu pai, apesar de detestar, tolerava, desde que se mantivesse escondido de todos. Mas, à medida em que ele crescia ficou impossível controlar sua sede de movimento e vitalidade. Afinal aquele estranho ser, seu irmão por parte de mãe, não se assemelhava a ninguém da família. Tinha aquela cabeça bovina, onde, com a manifestação precoce da adolescência, começou a despontar pequenos cornos.

Ela era criança quando tudo aconteceu. Lembra que, depois do ocorrido, o palácio nunca mais foi o mesmo.

Seu pai, Minos, rei de Creta, até então era tido como um homem justo, equilibrado e honesto. Naqueles idos anos, Creta estava em guerra com Atenas. Tudo começou porque seu irmão...

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Cultura Biocêntrica. A vida como o centro da organização social.

May 2, 2018

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