23/04/2018

Ariadne acordou naquele dia com uma brisa suave entrando pela janela. O sol já havia despontado no horizonte e, como acontecia sempre nos últimos dias, ouvia-se o som abafado que parecia um choro vindo do subsolo.

Astérium... Ariadne lembrou com dó do estranho menino que sua mãe cuidava, com um misto de zelo e repúdio, mas que seu pai, apesar de detestar, tolerava, desde que se mantivesse escondido de todos. Mas, à medida em que ele crescia ficou impossível controlar sua sede de movimento e vitalidade. Afinal aquele estranho ser, seu irmão por parte de mãe, não se assemelhava a ninguém da família. Tinha aquela cabeça bovina, onde, com a manifestação precoce da adolescência, começou a despontar pequenos cornos.

Ela era criança quando tudo aconteceu. Lembra que, depois do ocorrido, o palácio nunca mais foi o mesmo.

Seu pai, Minos, rei de Creta, até então era tido como um homem justo, equilibrado e honesto. Naqueles idos anos, Creta estava em guerra com Atenas. Tudo começou porque seu irmão...

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